Terapias com Imunobiológicos
Tratamentos de doenças alérgicas como asma, dermatite atópica, urticária crônica espontânea, polipose nasal, esofagite eosinofílica e síndromes eosinofílicas.
Doenças alérgicas
Autoimunes
Imunoglobulinas anti-RH
Doenças alérgicas
Imunobiológicos para doenças alérgicas a critério clínico
- Urticária Crônica Espontânea
- Asma Alérgica ou Eosinofílica
- Dermatite Atópica
- Síndrome Hipereosinofílica
- Esofagite Eosinofílica
- Sinusite crônica associada à polipose nasal
Autoimunes
- Artrite Reumatoide
- Artrite Psoriásica
- Psoríase
- Retocolite Ulcerativa
- Doença de Crohn
- Esclerose Múltipla
- Enxaqueca Crônica
- Osteoporose
Imunoglobulinas anti-RH
Para gestantes Rh -, mães de filhos Rh +.


As terapias com imunobiológicos representam uma abordagem inovadora e eficaz para o tratamento de diversas doenças alérgicas e imunomediadas. Esses medicamentos são anticorpos monoclonais projetados para interferir em alvos específicos do sistema imunológico, modulando processos inflamatórios associados a condições alérgicas complexas. Eles têm demonstrado benefícios significativos em pacientes que não respondem adequadamente às terapias convencionais.
Asma Alérgica e Asma Grave
A asma alérgica e a asma grave são condições respiratórias inflamatórias crônicas que podem ser mediadas por imunoglobulina E (IgE) ou citocinas como interleucina-5 (IL-5), IL-4 e IL-13. Os imunobiológicos, como o omalizumabe, um anticorpo anti-IgE, atuam bloqueando a ligação da IgE aos receptores de mastócitos e basófilos, prevenindo a liberação de mediadores inflamatórios. Outros imunobiológicos, como mepolizumabe, benralizumabe e dupilumabe, visam citocinas específicas, reduzindo a inflamação eosinofílica e melhorando o controle da asma. Esses tratamentos têm demonstrado eficácia na redução de exacerbações, melhora da função pulmonar e diminuição do uso de corticosteroides sistêmicos.
Dermatite Atópica
A dermatite atópica é uma doença inflamatória crônica da pele associada à ativação aberrante de linfócitos Th2, que produzem citocinas como IL-4, IL-13 e IL-31. O dupilumabe, um anticorpo que bloqueia os receptores de IL-4 e IL-13, é o primeiro imunobiológico aprovado para dermatite atópica moderada a grave. Estudos mostram que o dupilumabe reduz significativamente a gravidade das lesões cutâneas, a coceira e melhora a qualidade de vida dos pacientes. Outros imunobiológicos estão em desenvolvimento, incluindo antagonistas de IL-31 para tratar o prurido associado.
Urticária Crônica Espontânea
A urticária crônica espontânea (UCE) é caracterizada por episódios recorrentes de urticas e angioedema, frequentemente associados à ativação de mastócitos e liberação de histamina. O omalizumabe, além de ser eficaz na asma, também é amplamente utilizado na UCE, onde reduz a ativação dos mastócitos ao neutralizar a IgE. Estudos mostram que cerca de 70% dos pacientes alcançam controle completo ou parcial da doença com o uso do omalizumabe, especialmente aqueles refratários aos anti-histamínicos.
Polipose Nasal
A polipose nasal é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas superiores, frequentemente associada à asma e à rinossinusite. O dupilumabe demonstrou eficácia significativa na redução do tamanho dos pólipos, melhora do olfato e alívio da obstrução nasal, devido à sua ação na via Th2. Outros imunobiológicos, como mepolizumabe, também têm sido investigados com resultados promissores.
Esofagite Eosinofílica e Síndromes Eosinofílicas
A esofagite eosinofílica é caracterizada pela infiltração de eosinófilos no esôfago, levando a disfagia e inflamação crônica. Terapias com imunobiológicos, como mepolizumabe e benralizumabe, que bloqueiam a ação de IL-5, têm mostrado potencial na redução da inflamação eosinofílica. Síndromes eosinofílicas mais amplas, como a síndrome hipereosinofílica, também se beneficiam desses medicamentos, reduzindo complicações e melhorando os sintomas.
